O livro O ROMANCE DAS EQUAÇÕES ALGÉBRICAS é do autor Gilberto G. Garbi, engenheiro de eletrônica pelo ITA.
Uma leitura extremamente agradável para quem gosta de matemática.
Trata de um resumo bem escrito sobre a evolução das equações desde o Papiro de Ahmes (ou de Rhind), de meados de 1.650 a.C. até o conhecimento que temos hoje sobre este assunto.
Mas o interessante mesmo é o contexto histórico.
Resumindo bem, tudo começa no egito com o Papiro de Ahmes, um dos mais antigos documentos matemáticos encontrados. O papiro, exposto atualmente no Museu Britânico, em Londres, contém a solução para 85 problemas de aritmética e geometria.
A partir daí, as próximas fontes matemáticas são gregas, onde o primeiro grande matemático foi Tales de Mileto (que não era matemático, já que esta profissão nem existia na época). Tales provou, dentre outras demonstrações, que os ângulos da base de uma triângulo isósceles são iguais e que qualquer diâmetro divide o círculo em duas partes iguais. Poucas décadas depois aparece Pitágoras com o teorema dos triângulos retângulos. E então, em 300 a.C., surge Euclides, autor de Elementos, o maior livro-texto de matemática de todos os tempos.
A conquista da Grécia por Roma praticamente acabou com a evolução do conhecimento matemático da época. Com o fim do Império Romano e a ascensão do cristianismo, a Europa entrou na Idade das Trevas.
Por volta de 570 nasce, em Meca, na Arábia, Maomé, e por volta de 615, os árabes conquistam os países vizinhos. O Egito cai em 641, e os 600.000 manuscritos da Biblioteca de Alexandria são queimados.
E nesta hora você pensa "@#$%@#$%&&*".
Mas os califas reconhecem a burrada que fizeram, e passam a patrocinar o saber e as artes. E daí é só alegria. Nomes como Abu-Abdullah Muhammed Ibn-Musa Al-Khwarizmi (de onde vem o nome algarismo) e Bhaskara fazem a história (mesmo não sendo Bhaskara quem criou a famosa fórmula que leva seu nome).
Depois disso, nos séculos XII e XIII, surgem as primeira Universidades na Europa. E aparecem Leonardo de Pisa, também conhecido como Leonardo Fibonacci, Cardano, Tartaglia, Ferrari, Bombelli e muitos outros italianos até, na segunda metade do século XVI, a França se destacar no cenário matemático com François Viète na trigonometria.
Aparecem os franceses Descartes e Fermat (fantásticos).
E eu parei aqui. Um pouco antes de Newton descobrir o cálculo.
E é incrível como a matemática evolui lentamente. Não querendo tirar o crédito de nenhum destes fantásticos "cientistas", mas nós, seres humanos, demoramos demais para entender certos aspectos da matemática. E arrisco a dizer que ainda sabemos muito pouco.
Esta minha busca por livros que envolvam temas que relacionam a história da humanidade com a ciência vem exatamente destas dúvidas, que existem não somente na minha cabeça, mas acredito que de muitas outras pessoas.
Mas como a rotina é minha inimiga, vou continuar com este dois livros: O romance das equações algébricas e, quando a Alice colaborar, com o ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS.
Depois quero ler os livros do Stephen Hawking (ai que medo!)
Até os próximos capítulos.